30 de dez. de 2009

Quinto Mês

Consultas e exames feitos regularmente. Consultas mensais. A barriga já aparecendo. A primeira vez que alguém que não me conhecia perguntou se estava grávida, respondi toda orgulhosa que sim e fiquei super feliz, poisa já dava para perceber.
Nas primeiras semanas de dezembro, um dia anoite estava deita em minha cama e senti um movimento, algo diferente na barriga. Não dava para identificar exatamente o que era, parecia gases (rsrs). Mas esse movimento se repetiu outras noites, sempre que eu me deitava. Era a Julia. Que sensação incrível, tem um ser se movimentando dentro de mim.
Na véspera de Natal, ela deu um presentão ao papai. Ele sentiu pela primeira vez ela se movendo.
Estamos cada vez mais unidos e sempre juntos vivendo e compartilhando cada emoção.

30 de nov. de 2009

Quarto Mês

Ultrassom em 04/11/2009 - Gestação de 15 semanas, sexo feminino, peso de 106 gramas e altura do feto aproximada em 10 centímetros. Nome: Julia

Quando a médica iniciou o exame a primeria imagem que vimos foi extremamente emocioante: um bebê lindo ocupava a tela do computador. Foi a sensação mais gostosa que já tive. As lágrimas começaram a escorrer pelo rosto. E o papai (Luciano) estava lá ao meu lado, assistindo a tudo. Quanto ao sexo, foi um suspense, mas ao final ela se movimentou e vimos, era uma menina. Ao sair da clínica comecei a ligar para os avós, titios, amigas. O nome decidimos anoite em casa, mas sem dúvidas já sabíamos qual seria: JULIA, seria o nome da nossa linda menina. Depois de sair da clínica ainda chorei por quase uns trinta minutos de tanta felicidade e por ver aquele bebezinho perfeito, tão pequeno, se formando dentro da minha barriga.

30 de out. de 2009

Terceiro Mês

Terceiro Mês: Os enjoôs cessaram após a décima semana. As modificações no corpo se resumiam ao inchaço e dor nos peitos. Mas eu me sentia em estado de graça, estava coberta de felicidade, vivia com um leve sorriso estampado no rosto. Apesar da quase imperceptível mudança nas formas da barriga, eu me sentia o máximo, achando que estava já com barriga, o que só eu e meu marido víamos na verdade. para os outros poderia parcer uma gordurinha, mas não era. Era nossa fofurinha. Até o terceito mês tive muita insegurança, com medo de perder o bebê, preocupada, fiquei mais cautelosa ao dirigir, ao andar na rua, em fazer minhas tarefas pessoas e profissionais. Fizemos uma viagem a São Paulo para passar uns dias e também encontrar a filhinha do meu marido: Heloisa, com pouco mais de cinco anos. Queríamos contar a novidade a ela para que pudesse curtir esse momento conosco, apesar da distância. Levamos para ela um presente, um bebê com bercinho, cadeira de papá e contei a seguinte história a ela:
Que o papai do céu havia mandado um presente para nós. Um bebê (boneca) para ela e outro para mim, que estava na minha barriga. Não sabíamos ainda se era menino ou menina, mas que era irmãozinho dela. Que o bebê (boneca) que ela estava ganhando era para ela cuidar para aprender como ajudar com o irmãozinho depois de nascer. Falei que minha barriga ficaria bem grande. Ela ouvia atentamente a história.
Depois de algumas horas já estava beijando e fazendo carinho na barriga, falando com a irmã através do umbigo (rsrs) e brincando com sua boneca.
Foi apenas uma das grandes emoções que a gravidez nos reservou.

30 de set. de 2009

Segundo Mês

Segundo Mês: Após a sexta semana iniciaram os enjôos. Não podia sentir cheiro de nada, mas principalmente de material de limpeza, sabonete e banheiro. Passava a manhã toda mal. Perdi em cinco semanas três quilos. Parei de trabalhar pela manhã, ficava na cama até mais tarde, praticamente sem me mexer, para não vomitar. A primeira ultrassom fizemos com cerca de cinco semanas, onde só víamos um pequeno ponto brilhante na imensidão escura do útero.

31 de ago. de 2009

Primeiro mês: os familiares

Os familiares: De todas as pessoas que comunicamos sobre a gravidez, foi com a minha família que mais me emocionei. Liguei para meu pai e pedi que ele a minha mãe ficassem na linha juntos, poi queria falar algo muito sério a eles. Quando disse que estava grávida, apesar de estar separados por quase duas centenas de quilômetros, consegui imaginar a feição deles pelo tom de suas vozes. Meu pai confessou mais tarde (na mesma noite) que havia chorado. É claro que ele não disse que tinha chorado com essas palavras. Disse que tinha goteiras na sala de estar. Já minha irmã estava na faculdade. Enviei a ele um torpedo dizendo que ela seria titia mais uma vez. Ela me ligou aos prantos, dizendo que dentro da sala de aula mesmo começou a chorar com a notícia, fazendo suas colegas chorarem com ela. Meu irmão no dia seguinte confessou que quando liguei dando a notícia encheu os olhos de áuga. Que família chorona rsrs!
Meus pais e irmãos choraram e compartilharam dessa felicidade comigo, pois sabiam da minha grande vontade de ser mãe e sabiam o quanto esse momento significava pra mim.

Os nossos nove meses... (Primeiro Mês)

Primeiro mês: sensação intensa de sonolência, indisposição, leves cólicas no baixo ventre, peito dolorido. A descoberta da gravidez se deu com 5 semanas, após duas amigas insinuarem que eu podia estar grávida. Primeiro fiz o teste de farmácia. Num domingo após o almoço, aguardei meu marido dormir e fiz o texte, rapidamente deu positivo. Sentei no chão do banheiro e comecei a chorar de emoção e felicidade. Fui até o quarto, acordei o Lu e pedi que sentasse e me ouvisse atentamente: "acho que estou grávida", falei e após mostrei o exame a ele. Ficamos pasmos, com cara de bobos, flutuantes. No dia seguinte corri até o laboratório e fiz o exame BetaHCG e fui trabalhar. No trabalho chamei duas amigas e falei sobre a suspeita, que se confirmaria somente no meio da tarde. Combinamos então, que ao ver o resultado via internet, se eu abrisse um sorriso enorme seria positivo, caso contrário, seria negativo. Por volta de quinze horas acessei o site do laboratório, com o coração batendo a mil e lá estava: POSITIVO. É claro, que o sorriso saiu espontaneamente e gigantesco. A equipe estava em reunião, mais de dez pessoas. Uma das amigas (Joyce, grávida de seis para sete meses) ao ver meu sorriso, anunciou que eu tinha algo importante para falar a eles. Ainda me recuperando da sensação única da confirmação, falei a eles sobre um importante projeto, do qual eles não haviam participado, mas que acabara de receber a confirmação: eu estava grávida. Neste momento, o papai já estava sabendo da confirmação do resultado.  Anoite quando nos encontramos foi pura emoção. E surgem as primeiras dúvidas: contaríamos a todos ou aguardaríamos mais algumas semanas. Mas era tanta feicilidade, que não conseguimos segurar por muitos minutos. Imediatamente pegamos cada um seu telefone e ligamos para nossos pais e irmãos e para os amigos mais próximos.
Na mesma semana, já fomos a médica, iniciamos o pré-natal, o qual o papai vem acompanhando todas as consultas e exames.
A partir daquele dia tudo mudou em nossas vidas.