Terceiro Mês: Os enjoôs cessaram após a décima semana. As modificações no corpo se resumiam ao inchaço e dor nos peitos. Mas eu me sentia em estado de graça, estava coberta de felicidade, vivia com um leve sorriso estampado no rosto. Apesar da quase imperceptível mudança nas formas da barriga, eu me sentia o máximo, achando que estava já com barriga, o que só eu e meu marido víamos na verdade. para os outros poderia parcer uma gordurinha, mas não era. Era nossa fofurinha. Até o terceito mês tive muita insegurança, com medo de perder o bebê, preocupada, fiquei mais cautelosa ao dirigir, ao andar na rua, em fazer minhas tarefas pessoas e profissionais. Fizemos uma viagem a São Paulo para passar uns dias e também encontrar a filhinha do meu marido: Heloisa, com pouco mais de cinco anos. Queríamos contar a novidade a ela para que pudesse curtir esse momento conosco, apesar da distância. Levamos para ela um presente, um bebê com bercinho, cadeira de papá e contei a seguinte história a ela:
Que o papai do céu havia mandado um presente para nós. Um bebê (boneca) para ela e outro para mim, que estava na minha barriga. Não sabíamos ainda se era menino ou menina, mas que era irmãozinho dela. Que o bebê (boneca) que ela estava ganhando era para ela cuidar para aprender como ajudar com o irmãozinho depois de nascer. Falei que minha barriga ficaria bem grande. Ela ouvia atentamente a história.
Depois de algumas horas já estava beijando e fazendo carinho na barriga, falando com a irmã através do umbigo (rsrs) e brincando com sua boneca.
Foi apenas uma das grandes emoções que a gravidez nos reservou.
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