Estou crescendo, já tenho mais de 4 kg e estou com estas bochechas gostosas.
Esse é um espaço reservado a amigos e familiares para que acompanhem o dia-a-dia e o crescimento da nossa pequena princesa Julia. Aqui relatamos desde a sua concepção, o dia em que descobrimos sobre a gravidez, os meses de gestação, o parto e agora, cada novidade, aprendizado e conquista da nossa menina. Esperamos que você curta conosco toda essa emoção!
25 de mai. de 2010
22 de mai. de 2010
Pra que envolver futebol? (por: Luciano Baldança)
Como pai da Julia não pensei que as questões futebolisticas iriam se relacionar com lacinhos, bonecas e roupinhas rosas.
Algumas meninas, hoje em dia, se envolvem, gostam e até jogam futebol. Sem nenhum machismo na questão, acho que esse assunto não seria tratado com uma menina ainda bebê como acontece com os meninos, que os pais metem a camisa do time no Recém Nascido. Provavelmente seja assim que se perpetuam os torcedores do Paysandu da Palhoça, por exemplo, é uma herança paterna!
Duvido que um menino de 10 anos de idade, que não tenha um time para torçer (já que o pai não impôs) hoje não se deslumbre com o Santos de Robinho, Neymar e Ganso e diante de uma bela jogada opte por torcer pelo time da Baixada Santista.
Mas, voltando ao assunto principal do Blog, o pai da Julia não mostrou toda a sua paixão pelo seu time de coração, o Figueirense, mas o tio Marquinhos se aproveitou da situação e da ingenuidade da menina, então olhem abaixo o resultado:
Tio Marquinhos, o Tip Top é tamanho RN e em poucas semanas deixará de servir, deixa que o papai providenciará o uniforme correto para a Julia, do tamanho e do time certo!
17 de mai. de 2010
Meu primeiro final de semana na casa do vovô em Jaguaruna com minhas primas
Após 15 dias do meu nascimento, cansados de ficar no nosso apartamento, resolvemos ir para Jaguaruna, na casa do vovô Salézio. Mamãe e papai pediram autorização ao pediatra, que disse não haver problema, só alertou que eu poderia estranhar um pouco a mudança de local.
Bem, nossa bagagem quase não coube no carro do papai. Mala para o papai, para a mamãe, para mim, carrinho, bebê conforto, banheira. Ah, e o Lupi.
Meninos no banco da frente, meninas no banco de trás é hora de partir.
A viagem foi tranquila; dormi quase o tempo todo, com exceção de um tempinho para parar e mamar.
Onde meu vô mora é tão gostoso, tão tranquilo que dormi muito, aproveitei para descansar e tirar aquele soninho gostoso que só eu sei como é bom.
Sábado anoite, minhas primas, Sophia (4) e Kamilla (12), também foram dormir na casa do vovô, para curtir comigo meu primeiro final de semana na Jagua. A Sophia fez tantas perguntas: por que eu não tinha dentes? Como minha mãe tinha leite no peito, se era porque tomava café com leite? Por que eu não comia comida normal? Ah, ela falou também que gostaria de comprar um bebê como eu (rsrs). Minha mãe Deisi explicou que não se compra bebês como eu, que se faz. É claro que ela perguntou como se faz e lá veio a velha história da sementinha.
Vovô e vovó ficaram muito orgulhosos em ter as três netas reunidas, sua jóias preciosas, como diz a vovó.
Bem, nossa bagagem quase não coube no carro do papai. Mala para o papai, para a mamãe, para mim, carrinho, bebê conforto, banheira. Ah, e o Lupi.
Meninos no banco da frente, meninas no banco de trás é hora de partir.
A viagem foi tranquila; dormi quase o tempo todo, com exceção de um tempinho para parar e mamar.
Onde meu vô mora é tão gostoso, tão tranquilo que dormi muito, aproveitei para descansar e tirar aquele soninho gostoso que só eu sei como é bom.
Sábado anoite, minhas primas, Sophia (4) e Kamilla (12), também foram dormir na casa do vovô, para curtir comigo meu primeiro final de semana na Jagua. A Sophia fez tantas perguntas: por que eu não tinha dentes? Como minha mãe tinha leite no peito, se era porque tomava café com leite? Por que eu não comia comida normal? Ah, ela falou também que gostaria de comprar um bebê como eu (rsrs). Minha mãe Deisi explicou que não se compra bebês como eu, que se faz. É claro que ela perguntou como se faz e lá veio a velha história da sementinha.
Vovô e vovó ficaram muito orgulhosos em ter as três netas reunidas, sua jóias preciosas, como diz a vovó.
16 de mai. de 2010
Fotos do meu dia-a-dia
Para visualisar todas as fotos do parto até hoje clique no link abaixo:
http://picasaweb.google.com.br/deisidelfino/UmaPrincesaChamadaJulia#
http://picasaweb.google.com.br/deisidelfino/UmaPrincesaChamadaJulia#
11 de mai. de 2010
Minha primeira saída de casa
Hoje fomos ao pediatra. Foi a primeira vez que sai de casa desde que cheguei da maternidade.
Conheci o centro de Floripa. Andar de carro é tão gostoso, dá um sono.
Olha só eu preparada para sair de casa, com toda segurança necessária.
Minha mãe levou uma lista de dúvidas para perguntar ao médico.
Ele falou para ela me dar muito peito e colinho, que é isso que mais preciso nesta fase da minha vida.
Já cresci 2 centímetros e ganhei uns 300 gramas.
Meu papai nos levou e fez questão de desfilar comigo na minha primeira vez no bebê conforto.
E na volta para casa, paramos no restaurante que eles frequentaram durante a gravidez, as tias que trabalham lá me acharam muito linda, estavam anciosas pela minha chegada.
Me comportei muito bem, mas é claro que a mamãe muito esperta me deu de mamá antes de almoçar.
Beijos da Julia ;)
Conheci o centro de Floripa. Andar de carro é tão gostoso, dá um sono.
Olha só eu preparada para sair de casa, com toda segurança necessária.
Minha mãe levou uma lista de dúvidas para perguntar ao médico.
Ele falou para ela me dar muito peito e colinho, que é isso que mais preciso nesta fase da minha vida.
Já cresci 2 centímetros e ganhei uns 300 gramas.
Meu papai nos levou e fez questão de desfilar comigo na minha primeira vez no bebê conforto.
E na volta para casa, paramos no restaurante que eles frequentaram durante a gravidez, as tias que trabalham lá me acharam muito linda, estavam anciosas pela minha chegada.
Me comportei muito bem, mas é claro que a mamãe muito esperta me deu de mamá antes de almoçar.
Beijos da Julia ;)
7 de mai. de 2010
Que soninho gostoso....
Já faz uma semana que nasci e minha rotina tem sido bastante agitada: acordo para mamar, durmo uma sonequinha pela manhã, tomo banho bem gostoso, fico cheirosinha e mamo novamente, aí vem mais um soninho. Depois tem que trocar fralda outra vez e mamar. E assim o dia passa.
Com tudo isso fico tão cansada, que hoje dormi igual a gente grande.
Com tudo isso fico tão cansada, que hoje dormi igual a gente grande.
Julia na TV
A Julia mal nasceu e já apareceu na TV. No quadro "Diário de um Bebê" do Jornal do Almoço, apresentado pela Karen Fabiani.
Já tem gente pedindo autógrafo.
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=2&contentID=113825&channel=47
Já tem gente pedindo autógrafo.
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=2&contentID=113825&channel=47
3 de mai. de 2010
Olha quem nasceu...
Olá, eu me chamo Julia Delfino Baldança.
Nasci no dia 29/04, as 15:56 h de parto normal.
Tenho 3.360kg e 50 cm.
Abaixo: Meu primeiro banho, fazendo pose para o papai fotografar e segurando o dedo dele.
E depois no aconchego do meu berço.
2 de mai. de 2010
Chegou o dia. É hora de nascer. Cada minuto do trabalho de parto.
As primeiras contrações inicaram no sábado, dia 24 e chegavam a duas ou três por dia. Eram indolores, apenas sentia a barriga ficar muito dura por alguns segundos.
Porém na madrugada do dia 29/04, comecei a sentir contrações doloridas, como uma cólica, por volta das três horas da manhã. Entre uma cochilada e outra percebi que elas aumentavam e lá pelas cinco resolvi me manter acordadada e começar a contar. Elas aconteciam de 20 em 20 minutos e com intensidade e dor maiores.
O Luciano acordou, relatei oque estava acontecendo e ele começou a acompanhar comigo a contagem. 6:30 horas da manhã liguei para a médica e ela solicitou que eu fosse até a maternidade (Clínica Jane) para fazer uma avaliação e dependendo do resultado entrar em contato com ela novamente. Já liguei para minha mãe, para que viesse com meu pai, pois tinha certeza que estava chegando a hora da Julinha nascer.
Chegamos na clínica logo depois da 7 h; após avaliação da médica plantonista, descobrimos que eu estava com dois dedos de dilatação e as contrações a partir daí se intensificaram. Fui encaminhada para a sala de parto humanizado, que mais parecia um quarto do que uma sala de parto. Tinha banheira, bola de fisioterapia, ante-sala.
Minha médica, Dra. Alzira Haberbeck, chegou as 10 h, quando eu ainda estava com dois dedos de dilatação e contrações em torno de 10 em 10 minutos; Minha mãe chegou as 11 horas; ambas, mais o Luciano ficaram ao meu lado me dando segurança e conforto.
As 12 h estava com cinco dedos de dilatação; as 14 horas com sete dedos e contrações de 5 em 5 minutos;
Durante todo esse tempo, a Dra. Alzira monitorava as contrações, meus sinais vitais, o coração da Julia, explicando cada evento; até então toda a dor era suportável; e eu fixei meu pensamento no conselho que havia ganhado de uma grande amiga: "que eu encarasse cada contração, não como uma dor, mas como um passo mais próximo da minha filha".
As 15:15 h minha médica rompeu a bolsa e a partir daí tudo foi muito intenso: as contraçãoes aumentaram significativamente, com intervalos que só me permitiam encher os pulmões de ar para enfrentar a dor;
vendo que a dor ia além de meus limites, eu dizia para minha médica que não estava suportando tanta dor, ela perguntou-me se queria uma anestesia; eu concordei sem pensar duas vezes.
Subimos para o centro cirúrgico, onde seria mais seguro, recebi a anestesia, que na verdade não elimina a dor. Continuei sentindo as contrações, que nesse momento já me faziam involuntariamente fazer força para a Julia nascer, porém com um pouco menos de dor, o que possibilitou eu me concentar melhor no trabalho de parto.
Quando estava sendo transferida da sala de parto para o centro cirúrgico, ao sentar na cadeira de rodas senti uma das contrações mais fortes, gritei para todos em minha volta: "minha filha vai nasceeeer aquiiiiiiiiiiiiiii" (rsrs). Lembro como se fosse agora, a cara da equipe toda, olhos arregalados, com aquela interrogação expressa na face. Dra. Alzira verificou e disse que tinhamos tempo. Lá fomos nós pelos corredores, eu tentando ter controle, mas ao meus olhos, chamando uma enorme atenção dos que passavam com gritos ou grunidos tímidos, mais dolorosos.
Estando no centro cirúrgico, recebida a anestesia, em posição de guerra, lá vamos nós.
Como em toda história, há o lado romântico, o dramático e o cômico.
A anestesista e a enfermeira, a pedido da médica e com minha autorização foram me ajudar. Com os braços esticados, elas faziam força na minha barriga, atrás da Julia, empurrando-a para fora, juntamente comigo fazendo a força para expulsão. Mas era uma situação encomoda e eu comecei a pedir para sair, falei umas três vezes: "sai, sai, sai". Elas interpretaram que era para a Julia sair. (rsrs). Não! Era para elas pararem de fazer isso; como não me entendiam, dei uma cotovelada na anestesista, só assim, ela entedeu com quem eu estava falando.
É claro que não era minha intenção, mas como falei é tudo intenso ao extremo; depois me envergonhei, pedi desculpas e permiti que ajudassem novamente, afinal, eu queria que o nascimento acontecesse logo. E essa história se repetiu por umas cinco vezes.
Minha mãe estava na sala de espera ao lado, ouvindo tudo; e o Luciano junto comigo, logo atrás da mesa, me dando apoio e acompanhando angustiado cada movimento do trabalho de parto.
Imagine, tudo isso aconteceu nuns 20 minutos, que pareciam intermináveis.
É claro, que me arrependi NA HORA diante de tanta dor de ter escolhido parto normal.
Mas de repente, comecei a sentir a cabeça da Julia passando pelo canal vaginal, logo depois todo o corpinho, as perninhas e em segundos, lá estava ela nas mãos da médica; tão pequena, frágil, toda enrugadinha, mas linda, encantadora, as 15:56 horas.
A levaram para aspirar as narinas e medir seus sinais; ouvi um chorinho tão indefeso, tão fraquinho e ao mesmo tempo tão forte, capaz de me fazer chorar. E de repente, lá estava ela toda enrolada num pano, no meu peito e mamando, com a mão agarrada no meu dedo. Como se também estivesse esperando anciosamente por esse momento.
Depois a levaram para tomar banho, que foi todo acompanhado pelo Luciano; enquanto terminávamos o parto: retirada da placenta, limpeza, pontos.
Foi tão mágico, que achei que ficaria acabada, desmaiada; mas não, fiquei conversando com a médica, como se nada tivesse acontecido, sem dores, sem contrações, sem cansaço; feliz, emocionada, curiosa, espiando pela fresta da porta entreaberta a Julia tomando banho; minha mãe e minha grande amiga Paula do lado de fora, vendo a Julia por um vidro e me dando tchauzinho;
De repente me dei conta que tinha música na sala, estava tocando Itapema FM (Rita Lee e Men at work), o que nos fez rir;
Quando tudo estava pronto, fui transferida para uma maca, trouxeram a Julia, que já ficou ao meu lado, coladinha no meu rosto e fomos para o nosso quarto.
Relembrar cada minuto vivido no dia 29/04, dá uma emoção tão forte, me faz encher os olhos de lágrimas e o coração transbordar de felicidade e orgulho.
E quer saber, hoje eu faria tudo novamente, até mesmo o parto normal. Pouco mais de 10 horas depois do parto eu já estava trocando a fralda da Julia; tomando banho sozinha; saindo da cama; amamentando a cada três horas.
Acredito que para mim e para ela foi de extrema importância, tudo aconteceu como a natureza quer que aconteça; tivemos tempo de nos preparar: o meu corpo para recebê-la e ela para vir a esse mundo tão diferente do útero materno.
Desde as 15:56 horas do dia 29/04 não nos desgrudamos mais; passamos quase que a ser uma só, nos confundimos. Eu por necessitar estar ao lado dela, querer amá-la, protegê-la; ela por necessitar de mim, do meu amor e da minha proteção. Foi a partir daí que senti que agora sou verdadeiramente uma mulher, uma mulher madura, adulta e que tenho a minha própria família.
Porém na madrugada do dia 29/04, comecei a sentir contrações doloridas, como uma cólica, por volta das três horas da manhã. Entre uma cochilada e outra percebi que elas aumentavam e lá pelas cinco resolvi me manter acordadada e começar a contar. Elas aconteciam de 20 em 20 minutos e com intensidade e dor maiores.
O Luciano acordou, relatei oque estava acontecendo e ele começou a acompanhar comigo a contagem. 6:30 horas da manhã liguei para a médica e ela solicitou que eu fosse até a maternidade (Clínica Jane) para fazer uma avaliação e dependendo do resultado entrar em contato com ela novamente. Já liguei para minha mãe, para que viesse com meu pai, pois tinha certeza que estava chegando a hora da Julinha nascer.
Chegamos na clínica logo depois da 7 h; após avaliação da médica plantonista, descobrimos que eu estava com dois dedos de dilatação e as contrações a partir daí se intensificaram. Fui encaminhada para a sala de parto humanizado, que mais parecia um quarto do que uma sala de parto. Tinha banheira, bola de fisioterapia, ante-sala.
Minha médica, Dra. Alzira Haberbeck, chegou as 10 h, quando eu ainda estava com dois dedos de dilatação e contrações em torno de 10 em 10 minutos; Minha mãe chegou as 11 horas; ambas, mais o Luciano ficaram ao meu lado me dando segurança e conforto.
As 12 h estava com cinco dedos de dilatação; as 14 horas com sete dedos e contrações de 5 em 5 minutos;
Durante todo esse tempo, a Dra. Alzira monitorava as contrações, meus sinais vitais, o coração da Julia, explicando cada evento; até então toda a dor era suportável; e eu fixei meu pensamento no conselho que havia ganhado de uma grande amiga: "que eu encarasse cada contração, não como uma dor, mas como um passo mais próximo da minha filha".
As 15:15 h minha médica rompeu a bolsa e a partir daí tudo foi muito intenso: as contraçãoes aumentaram significativamente, com intervalos que só me permitiam encher os pulmões de ar para enfrentar a dor;
vendo que a dor ia além de meus limites, eu dizia para minha médica que não estava suportando tanta dor, ela perguntou-me se queria uma anestesia; eu concordei sem pensar duas vezes.
Subimos para o centro cirúrgico, onde seria mais seguro, recebi a anestesia, que na verdade não elimina a dor. Continuei sentindo as contrações, que nesse momento já me faziam involuntariamente fazer força para a Julia nascer, porém com um pouco menos de dor, o que possibilitou eu me concentar melhor no trabalho de parto.
Quando estava sendo transferida da sala de parto para o centro cirúrgico, ao sentar na cadeira de rodas senti uma das contrações mais fortes, gritei para todos em minha volta: "minha filha vai nasceeeer aquiiiiiiiiiiiiiii" (rsrs). Lembro como se fosse agora, a cara da equipe toda, olhos arregalados, com aquela interrogação expressa na face. Dra. Alzira verificou e disse que tinhamos tempo. Lá fomos nós pelos corredores, eu tentando ter controle, mas ao meus olhos, chamando uma enorme atenção dos que passavam com gritos ou grunidos tímidos, mais dolorosos.
Estando no centro cirúrgico, recebida a anestesia, em posição de guerra, lá vamos nós.
Como em toda história, há o lado romântico, o dramático e o cômico.
A anestesista e a enfermeira, a pedido da médica e com minha autorização foram me ajudar. Com os braços esticados, elas faziam força na minha barriga, atrás da Julia, empurrando-a para fora, juntamente comigo fazendo a força para expulsão. Mas era uma situação encomoda e eu comecei a pedir para sair, falei umas três vezes: "sai, sai, sai". Elas interpretaram que era para a Julia sair. (rsrs). Não! Era para elas pararem de fazer isso; como não me entendiam, dei uma cotovelada na anestesista, só assim, ela entedeu com quem eu estava falando.
É claro que não era minha intenção, mas como falei é tudo intenso ao extremo; depois me envergonhei, pedi desculpas e permiti que ajudassem novamente, afinal, eu queria que o nascimento acontecesse logo. E essa história se repetiu por umas cinco vezes.
Minha mãe estava na sala de espera ao lado, ouvindo tudo; e o Luciano junto comigo, logo atrás da mesa, me dando apoio e acompanhando angustiado cada movimento do trabalho de parto.
Imagine, tudo isso aconteceu nuns 20 minutos, que pareciam intermináveis.
É claro, que me arrependi NA HORA diante de tanta dor de ter escolhido parto normal.
Mas de repente, comecei a sentir a cabeça da Julia passando pelo canal vaginal, logo depois todo o corpinho, as perninhas e em segundos, lá estava ela nas mãos da médica; tão pequena, frágil, toda enrugadinha, mas linda, encantadora, as 15:56 horas.
A levaram para aspirar as narinas e medir seus sinais; ouvi um chorinho tão indefeso, tão fraquinho e ao mesmo tempo tão forte, capaz de me fazer chorar. E de repente, lá estava ela toda enrolada num pano, no meu peito e mamando, com a mão agarrada no meu dedo. Como se também estivesse esperando anciosamente por esse momento.
Depois a levaram para tomar banho, que foi todo acompanhado pelo Luciano; enquanto terminávamos o parto: retirada da placenta, limpeza, pontos.
Foi tão mágico, que achei que ficaria acabada, desmaiada; mas não, fiquei conversando com a médica, como se nada tivesse acontecido, sem dores, sem contrações, sem cansaço; feliz, emocionada, curiosa, espiando pela fresta da porta entreaberta a Julia tomando banho; minha mãe e minha grande amiga Paula do lado de fora, vendo a Julia por um vidro e me dando tchauzinho;
De repente me dei conta que tinha música na sala, estava tocando Itapema FM (Rita Lee e Men at work), o que nos fez rir;
Quando tudo estava pronto, fui transferida para uma maca, trouxeram a Julia, que já ficou ao meu lado, coladinha no meu rosto e fomos para o nosso quarto.
Relembrar cada minuto vivido no dia 29/04, dá uma emoção tão forte, me faz encher os olhos de lágrimas e o coração transbordar de felicidade e orgulho.
E quer saber, hoje eu faria tudo novamente, até mesmo o parto normal. Pouco mais de 10 horas depois do parto eu já estava trocando a fralda da Julia; tomando banho sozinha; saindo da cama; amamentando a cada três horas.
Acredito que para mim e para ela foi de extrema importância, tudo aconteceu como a natureza quer que aconteça; tivemos tempo de nos preparar: o meu corpo para recebê-la e ela para vir a esse mundo tão diferente do útero materno.
Desde as 15:56 horas do dia 29/04 não nos desgrudamos mais; passamos quase que a ser uma só, nos confundimos. Eu por necessitar estar ao lado dela, querer amá-la, protegê-la; ela por necessitar de mim, do meu amor e da minha proteção. Foi a partir daí que senti que agora sou verdadeiramente uma mulher, uma mulher madura, adulta e que tenho a minha própria família.
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