Após 15 dias do meu nascimento, cansados de ficar no nosso apartamento, resolvemos ir para Jaguaruna, na casa do vovô Salézio. Mamãe e papai pediram autorização ao pediatra, que disse não haver problema, só alertou que eu poderia estranhar um pouco a mudança de local.
Bem, nossa bagagem quase não coube no carro do papai. Mala para o papai, para a mamãe, para mim, carrinho, bebê conforto, banheira. Ah, e o Lupi.
Meninos no banco da frente, meninas no banco de trás é hora de partir.
A viagem foi tranquila; dormi quase o tempo todo, com exceção de um tempinho para parar e mamar.
Onde meu vô mora é tão gostoso, tão tranquilo que dormi muito, aproveitei para descansar e tirar aquele soninho gostoso que só eu sei como é bom.
Sábado anoite, minhas primas, Sophia (4) e Kamilla (12), também foram dormir na casa do vovô, para curtir comigo meu primeiro final de semana na Jagua. A Sophia fez tantas perguntas: por que eu não tinha dentes? Como minha mãe tinha leite no peito, se era porque tomava café com leite? Por que eu não comia comida normal? Ah, ela falou também que gostaria de comprar um bebê como eu (rsrs). Minha mãe Deisi explicou que não se compra bebês como eu, que se faz. É claro que ela perguntou como se faz e lá veio a velha história da sementinha.
Vovô e vovó ficaram muito orgulhosos em ter as três netas reunidas, sua jóias preciosas, como diz a vovó.
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