A Julia tem balbuciado muitas sílabas; bababa, papapa, mamã, tetete e assim por diante.
No feriadão de final de ano, ela falou um mamã que me emocionou, mas não sei se realmente significa mamãe ou mamá ou qualquer outra coisa que ela tenha querido expressar. Ela estava com a Débora e é como se estivesse me chamando, me pedindo algo.
É claro que estamos anciosos para reconhecer tais palavras em seus sons.
Mas ontem de forma bem pausada ela olhou para o Luciano e falou pa-pa-i com todas as letras, como que se pedisse ajuda para ele juntar o pão que havia caído no chão.
Ela, que era extremamente apegada a mim, natural por causa do vínculo que criamos em função da gestação, da amamentação principalmente. Agora, descobriu o pai e está apaixonada por ele, se atirando do meu colo para o dele, esperando que ele a pegue quando chega em casa.
O carinho, as brincadeiras, os aprendizados, o amor que ela nos traz a cada dia nos enche de alegria, felicidade e faz ver que cada dia vale a pena, nem que seja somente para ver aquele lindo sorrisinho de um denteinho só, ou aqueles olhinhos esverdeados dando piscadinha.
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